domingo, 11 de setembro de 2016

Peça a Deus para lhe guiar




Quando a angústia lhe afligir, quando o desespero tomar conta do seu coração, quando você se sentir perdido, e a dor parecer lhe sufocar. Feche os olhos, tente respirar fundo e deixe o seu coração lhe guiar através do amor de Deus.

Não há dor que não passe, não há desespero que a esperança não leve, não há situação que a fé não salve. Se Deus lhe apresentou um desafio na vida é porque Ele sabe que você vai ser capaz de superar, e vai aprender uma importante lição na vida. Tenha a certeza que Deus jamais permitiria que você passasse por tamanha provação se Ele não soubesse que você seria capaz de ultrapassar.

As dores e cicatrizes podem ficar marcadas em sua alma, mas os ensinamentos de Deus também estarão cravados na sua alma. Não há crescimento sem sofrimento, não há sabedoria sem dor. Resigne-se diante da vontade do Senhor, reconcilia-se com a sua dor, com a sua vida, com os seus caminhos, e entregue os seus passos a Deus. Ele saberá lhe guiar. Tenha paz e paciência!

sábado, 13 de agosto de 2016

Oxalá sejas como um velho silhar oculto



Não queiras ser como aquele catavento dourado do grande edifício; por muito que brilhe e por mais alto que esteja, não conta para a solidez da obra. – Oxalá sejas sempre como um velho silhar oculto nos alicerces, debaixo da terra, onde ninguém te veja; por ti não desabará a casa. (Caminho, 590)


Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade:
– pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou mais bem dito do que o que os outros fazem ou dizem;
– querer levar sempre a tua avante;
– discutir sem razão ou, quando a tens, insistir com teimosia e de maus modos;
– dar a tua opinião sem ta pedirem ou sem a caridade o exigir;
– desprezar o ponto de vista dos outros;
– não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados;
– não reconhecer que és indigno de toda a honra e estima, inclusive da terra que pisas e das coisas que possuis;
– citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas;
– falar mal de ti mesmo, para fazerem bom juízo de ti ou te contradizerem;
– desculpar-te quando te repreendem;
– ocultar ao Director algumas faltas humilhantes, para que não perca o conceito que faz de ti;
– ouvir com complacência quem te louva, ou alegrar-te por terem falado bem de ti;
– doer-te que outros sejam mais estimados do que tu;
– negar-te a desempenhar ofícios inferiores;
– procurar ou desejar singularizar-te;
– insinuar na conversa palavras de louvor próprio, ou que dão a entender a tua honradez, o teu engenho ou destreza, o teu prestígio profissional...;
– envergonhar-te por careceres de certos bens... (Sulco, 263)


São Josemaría Escrivá

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A nossa medalha de ouro


Nestes dias estamos a assistir atletas de todo o mundo competirem nos Jogos Olímpicos, entre eles há uma minoria que alcança uma medalha e só os melhores entre os melhores obtêm uma de ouro.

Ora, Jesus Cristo Nosso Senhor ao anunciar-nos o Reino dos Céus ofereceu-nos a possibilidade de alcançarmos a maior e melhor Medalha de Ouro a que podemos aspirar, é certo, que para a alcançarmos e sermos credores da Sua extraordinária misericórdia, teremos de nos aplicar nas Olimpíadas da Vida sendo fiéis e apaixonados cumpridores dos Seus ensinamentos e mandamentos.

No entanto, em relação aos atletas em competição temos uma enorme vantagem, é que Ele não nos desqualifica, não nos elimina, dá-nos sempre mais uma oportunidade para recomeçarmos, mesmo aos que abandonam, mas se arrependem e regressam, Ele faz como o pai da parábola do Filho Pródigo recebe-os de braços e coração aberto.

Sejamos ambiciosos e lutemos pela nossa Medalha de Ouro, nunca é tarde!

Publicada por Spe Deus

Oração



Sabes, Senhor, eu tento!

Eu oro, (é verdade, Senhor, às vezes mais com a boca do que com o coração), eu medito, eu entrego-me nas tuas mãos, mas eu caio!

Sim, Senhor, eu sei que me levanto porque Tu me dás forças para me levantar, mas caio, Senhor, tantas vezes!

Eu sei, Senhor, que sou fraco, mas julgava eu que aproximando-me cada vez mais de Ti, menos cairia, menos fraco seria, mais perfeito seria.

Mas a verdade, Senhor, é que todos os dias descubro “novos” defeitos em mim, todos os dias encontro ocasiões de cair, todos os dias me sinto, apesar da luta, mais fraco, perante a minha fraqueza.

Sim, Senhor, eu quero acreditar que és Tu que vais moldando o barro duro e quebradiço que eu sou, e que por causa do meu modo de ser, tantas vezes não consegues fazer a obra que queres fazer em mim, porque endureço e me quebro nas Tuas mãos.

Quero pensar, acreditar, que quanto mais fraco me sinto, mais deixo que Tu estejas em mim, porque se assim não fosse, já tinha soçobrado.

Mas o orgulho, Senhor!

O orgulho de querer mostrar aos outros que já sou um discípulo “perfeito”!
Não é esse, Senhor, pois não, o testemunho que queres de mim?

Queres-me fraco, humilde, entregue, para que reflita muito mais o Teu querer, do que o meu ser.

E olhas para mim, com esse Teu olhar tão doce, que me sinto um pobre Pedro, (mas eu, empedernido), que nunca deixo de Te negar em tantos momentos da vida.

Pois, Senhor, eu sei que o Teu amor é infinitamente maior do que as minhas negações, do que a minha dureza, do que a minha fraqueza, mas como encontro eu essa entrega incondicional, de me saber fraco, para que Tu sejas a força em mim?

Encontro-te no degrau que subo, e encontro-te nos degraus que desço,
desço degraus, és Tu que me dás a mão, para voltar a subir.

E no entanto, Senhor, tanto caminho que já fizemos juntos!

Desta rocha dura e seca que eu sou, quanta água já tiraste Tu?Nem me deixas perceber quanta, para que não me orgulhe, para que não me julgue
Foi bom falar contigo, Senhor!

Não me sinto mais forte, mas ainda mais fraco do que quando comecei esta
conversa.Mas isso é bom, não é, Senhor?

É que se estou mais fraco no que me julgo, Tu estás mais forte no meu ser, e Tu assim estás em mim, o que hei-de eu temer, Senhor?

Amém, seja feita a Tua vontade, Senhor.

Joaquim Mexia Alves

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A melhor herança a transmitir




Uma herança, em sentido abrangente, é um conjunto de bens que se transmitem de pais para filhos. É um “tesouro” maravilhoso que nos ajuda a não começar a partir do nada a nossa vida. Revela-nos, entre outras coisas, que não caímos do céu numa nave espacial. Viemos a este mundo no seio de uma família, com as suas tradições e as suas posses, tanto materiais como espirituais. A partir da nossa identidade ― em grande parte herdada dos nossos pais ― podemos começar a “construir” a nossa vida.

Além disso, dar “riquezas” aos filhos é a felicidade máxima dos pais. Desejam ajudar em tudo o que lhes for possível. Estão dispostos a passar todo o tipo de privações para que os seus filhos triunfem na vida e sejam verdadeiramente felizes. Eles são a sua alegria e a sua coroa!

Pergunta oportuna para que os pais se façam a si próprios: qual é a melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos?

Resposta: a fé em Jesus Cristo.

Porquê?

Porque é a única coisa verdadeiramente importante.

Porque é uma riqueza que não pode ser roubada. Porque dá um sentido último à vida, para além do mero triunfo humano, que nunca é completamente possível. Porque nos revela a nossa grandeza e a nossa missão. Porque nos diz que caminhamos para a casa do Pai e não para um simples buraco na terra ― por muito bonito que seja o mausoléu!

Porque nos enche de Esperança ― com letra maiúscula ― que é a única virtude onde a alegria genuína se pode apoiar.
Mas, atenção!

A fé transmite-se pelo testemunho pessoal dos pais. Não é um mero ensinamento teórico. É a comunicação de uma mensagem de vida! A fé só é convincente quando se vê encarnada. Transmite melhor a fé não quem sabe mais, nem quem é mais inteligente, mas aquele que melhor vive de acordo com ela.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

domingo, 24 de abril de 2016

Sereno no meio das perseguições


Se, por teres o olhar fixo em Deus, souberes manter-te sereno no meio das preocupações; 
se aprenderes a esquecer as ninharias, os rancores e as invejas; pouparás muitas energias, que te fazem falta para trabalhar com eficácia, em serviço dos homens.

Luta contra as asperezas do teu carácter, contra os teus egoísmos, contra o teu comodismo, contra as tuas antipatias... Além de que temos de ser corredentores, o prêmio que receberás (pensa bem nisso!) estará em relação directíssima com a sementeira que tiveres feito.

Tarefa do cristão: afogar o mal em abundância de bem. Nada de fazer campanhas negativas, nem de ser anti-nada. 
Pelo contrário: viver de afirmação, cheios de optimismo, com juventude, alegria e paz; olhar para todos com compreensão: os que seguem Cristo e os que O abandonam ou não O conhecem.

Compreensão, porém, não significa abstencionismo, nem indiferença, mas atividade.

Paradoxo: desde que me decidi a seguir o conselho do salmo 
– "Lança sobre o Senhor as tuas preocupações, e Ele te sustentará", cada dia tenho menos preocupações na cabeça... 
E ao mesmo tempo, com o devido trabalho, resolve-se tudo com mais clareza!

São Josemaría Escrivá

quinta-feira, 24 de março de 2016

Reflexões Quaresmais



Chegam ao fim estes dias da Quaresma, mas não chega ao fim o caminho de conversão, o caminho de encontro contigo, Senhor, o caminho para melhor Te conhecer, para melhor Te amar, e em Ti, amar melhor os outros.

Lembras-te um dia, Senhor, em que eu Te dava graças por tanto caminho percorrido na viagem da minha vida em direção a Ti, e Tu disseste ao meu coração, cheio de amor e humor: Caminho, viagem, meu Joaquim! Mas tu ainda nem começaste a fazer as malas!”

É verdade, Senhor, que o caminho, a viagem da vida contigo, é sempre um recomeço, é sempre um chegar sem ainda lá estar, é sempre um amar que cada vez mais necessita de amor, porque Tu, Senhor, «renovas todas as coisas.»

Mas hoje quero dar-Te graças, porque em cada dia desta Quaresma, mesmo quando me parecia nada vir ao meu coração para refletir, Tu no último momento, quando me sentava para escrever, colocavas a reflexão e as palavras no meu coração, na minha mente, nas minhas mãos.

Perdoa, Senhor, se não soube testemunhar tudo aquilo que me deste neste Caminho Quaresmal, mas Tu sabes, bem melhor do que eu, das minhas fraquezas, das minhas incapacidades de transmitir o tanto que em mim colocaste, que em mim colocas.

Prostro-me diante de Ti, e peço-Te humildemente que me guies ainda neste Tríduo Pascal, que há-de culminar na Páscoa da Ressurreição.

Que seja verdade na minha vida a oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração: 

“Ensina-me Mãe a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim.”

Joaquim Mexia Alves