quarta-feira, 1 de março de 2017

QUARESMA - UM CAMINHO AO ENCONTRO DO AMOR!

A Quaresma é um caminho ao encontro do Amor!


Quando amamos, desejamos sempre agradar ao amado, pretendemos sempre conhecer o que o amado deseja que façamos, ansiamos sempre por fazer a vontade do amado.
Ora não há amor maior que o amor de Deus, e por isso, não há melhor Amante e Amado que o próprio Deus!
Porque Ele nos ama com amor total, de tal modo que se entregou inteiramente por nós, dando a Sua própria Vida!
E o Seu amor é de tal forma perfeito, que podendo tudo, não nos concede tudo o que desejamos, porque sabe que nem tudo o que desejamos é bom para nós, protegendo-nos assim da nossa, por vezes, errada vontade.


E a Quaresma é um caminho ao encontro desse Amor de Deus!


Porque é um caminho ao encontro da vontade de Deus, que vai muito para além do reconhecimento do nosso pecado e do nosso arrependimento, porque nos chama à conversão, e a conversão é um “transformar-se” em Cristo, é um “moldar-se” em Cristo, deixando-nos por Ele ser moldados, para procurarmos ser a Sua imitação no bem e no amor.


A conversão deve levar-nos não só a sermos de Cristo, mas a sermos também o próprio Cristo, (sobretudo para os outros), no sentido em que Ele está em nós, quando nos deixamos transformar pelo Espírito Santo, querendo tornar verdadeira em nós a frase de São Paulo: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.» Gl 2, 20


Seremos então amor, porque nos deixámos moldar pelo Amor!


E o amor não é triste, nem é uma gargalhada espalhafatosa, mas é uma paz e uma alegria serena, confiante e esperançosa.
Por isso se compreende ainda melhor a Palavra de Jesus Cristo:
«E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam…
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.» Mt 6, 5-6


Com efeito, se amamos a Deus e por Ele nos sabemos amados, se confiamos que o Seu amor é sempre maior do que o nosso pecado e que o Seu perdão é constante perante o nosso arrependimento, porquê apresentarmos faces tristes, como se o pecado nos pesasse mesmo depois de o reconhecermos perante Deus?
Seria quase duvidar do amor, do perdão de Deus, da Sua infinita misericórdia!


Então, que nesta Quaresma procurando fazer a vontade de Deus, entregando-nos à verdadeira conversão, apresentemos um rosto de paz, de alegria serena e intima, o rosto que só podem apresentar aqueles que acreditam na Fé, que o amor de Deus por nós é desde sempre e para sempre.


Então a Quaresma será verdadeiramente um caminho ao encontro do Amor!

Joaquim Mexia Alves

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Pequena agenda do cristão - DOMINGO


(Coisas muito simples, curtas, objetivas)


Propósito:
Viver a família.


Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.


Lembrar-me:
Cultivar a Fé


São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.


Posted by António Mexia Alves

HÁ MOMENTOS!



Há momentos
em que Ele chega,
toma-nos pela mão,
ou seja,
entra-nos no coração,
e diz-nos,
como se nós não soubéssemos:
Amo-te, meu filho!

Paramos tudo,
quase deixamos de viver,
(esta vida terrena, claro),
e perguntamos,
certos da resposta:
és Tu, Senhor?

E Ele sorri,
olha-nos nos olhos,
e diz:
Alguma vez duvidaste,
que Eu morri por ti?

Envergonhados,
baixamos a cabeça,
pomos a mão no peito,
e respondemos:
Só Tu,
Senhor,
és a nossa certeza!

O Seu sorriso,
abre-se ainda mais,
enche-nos de compaixão,
e diz-nos,
olhando-nos nos olhos,
com a voz repassada de amor:
Toma tudo o que Eu te dou,
e ama os outros,
como Eu te amo!
Ama-os,
com o Meu amor!


Joaquim Mexia Alves

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Estou com Ele no tempo da adversidade


Ainda que tudo se vá abaixo e se acabe; ainda que os acontecimentos se sucedam ao contrário do previsto, com tremenda adversidade; nada se ganha perturbando-se. 

Além disso, recorda a oração confiante do profeta: 

"O Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; Ele é quem nos há-de salvar". 

Reza-a devotamente, todos os dias, para acomodar a tua conduta aos desígnios da Providência, que nos governa para nosso bem. (Forja, 855)


E quando a tentação do desânimo, dos contrastes, da luta, da tribulação, de uma nova noite da alma nos ataca –violenta –, o salmista põe-nos nos lábios e na inteligência aquelas palavras: estou com Ele no tempo da adversidade. 

Jesus, perante a Tua Cruz, que vale a minha; perante as Tuas feridas, os meus arranhões? 
Perante o Teu Amor imenso, puro e infinito, que vale o minúsculo fardo que Tu colocaste sobre os meus ombros? 
E os vossos corações e o meu enchem-se de uma santa avidez, confessando-Lhe – com obras – que morremos de Amor.

Nasce uma sede de Deus, uma ânsia de compreender as Suas lágrimas; de ver o Seu sorriso, o Seu rosto... 
Julgo que o melhor modo de o exprimir é voltar a repetir, com a Escritura: como o veado deseja a fonte das águas, assim a minha alma te anela, ó meu Deus! 

E a alma avança, metida em Deus, endeusada: o cristão tornou-se um viajante sedento, que abre a boca às águas da fonte.

Com esta entrega, o zelo apostólico ateia-se, aumenta dia-a-dia – pegando esta ânsia aos outros – porque o bem é difusivo. 
Não é possível que a nossa pobre natureza, tão perto de Deus, não arda em desejos de semear no mundo inteiro a alegria e a paz, de regar tudo com as águas redentoras que brotam do lado aberto de Cristo, de começar e acabar todas as tarefas por Amor.

Falava antes de dores, de sofrimentos, de lágrimas. E não me contradigo se afirmo que, para um discípulo que procura amorosamente o Mestre, é muito diferente o sabor das tristezas, 
das penas, das aflições: desaparecem imediatamente, quando aceitamos deveras a Vontade de Deus, quando cumprimos com gosto os Seus desígnios, como filhos fiéis, ainda que os nervos pareçam rebentar e o suplício pareça insuportável.


São Josemaría Escrivá

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SENHOR, TU FAZES-ME TÃO FELIZ!!!



Deita-se o coração
ternamente,
assim abandonado
ao amor,
ao verdadeiro amor,
aquele
que vem de Nosso Senhor.

Sinto-me assim,
prostrado,
mas pela paz,
pela serenidade,
pela alegria,
do meu Cristo Ressuscitado.

Valem todos os momentos de secura,
por este momento,
em que me sinto,
um nada,
um pobre tolo,
envolvido,
no Seu terno
e eterno consolo.

Ah,
que eu não sou digno,
não sou ninguém,
sou apenas um nada imenso,
mergulhado no Teu amor,
com todos os outros,
também.

Como exprimir,
Senhor,
esta quietude,
esta paz imensa,
esta alegria serena,
(não a alegria de rir,
mas apenas de sorrir),
porque sinto o Teu olhar,
porque sinto o Teu calor,
porque acredito,
tranquilamente,
no Teu eterno amor.

Não me interessa o que se diz,
ou o que possa dizer,
mas quero gritar ao mundo,
para toda a gente ouvir:
Senhor,
Tu fazes-me tão feliz!!!


Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2017/02/senhor-tu-fazes-me-tao-feliz.html

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Recomeçar sempre!


Não desistas nunca,
Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar…

Invoca Deus, cerra os punhos, sorri… E recomeça!

São Leão Magno

sábado, 17 de dezembro de 2016

VAI ME VER COM OUTROS OLHOS OU COM OS OLHOS DOS OUTROS?


“Vai me ver com outros olhos ou com os olhos dos outros?”- Paulo Leminski

Por muito tempo encarei a vida a partir de uma única perspectiva. Incorporei esta perspectiva em minhas características e a assumi como minha identidade. Por conta dela deixei de me conhecer enquanto um ser humano transbordante de desejos e prazeres, perdi as rédeas das minhas próprias escolhas e passei a viver num padrão estabelecido pelos ditames que essa tal visão me impunha. Deixei de acreditar que a vida era um mar de possibilidades e passei a crer que para mim apenas um final era possível.

Por muito tempo passei a receber o olhar piedoso das outras pessoas que não compreendiam o que acontecia comigo, minhas histórias passaram a ser motivo de riso e diversão e meu sofrimento fora banalizado. Sim, eu ria para não chorar. Sabe aquela velha história que contam por aí que o palhaço esconde a sua tristeza fazendo a alegria da platéia? Eu era o palhaço.

Mas afinal de contas, quem eu era? Eu era apenas uma pessoa que só falhava. Toda a minha singularidade, meu vasto universo particular, minhas conquistas, minha história era resumido, aos olhos dos outros como a garota que “só sabe errar”. Por muitos anos foi esta a visão que muitos tinham sobre mim, por muito tempo ouvi coisas que ao invés de riso me arrancavam lágrimas, palavras que ao invés de ânimo me desencorajavam. Eu, que sempre fui boa aluna, boa filha, boa pessoa e boa amiga fui marcada e tachada pela única coisa com a qual não sabia lidar muito bem: relacionamentos.

Cada fracasso amoroso era “só mais um” para os outros e mais uma ferida para mim. Mas normal, não é? Talvez eles estivessem certos sobre o que diziam a meu respeito. O que importa nesta história toda é que eu fui diminuída e reduzida a um ser de fracassos. Mas e as minhas habilidades, as minhas vitórias, e minhas conquistas? E o meu lado bom, meu lado amável, e a minha capacidade de resiliência? Elas também me constituem, também fazem parte de mim, uma pena que quase ninguém olhava para as minhas dores como quem deseja acolher, quase ninguém olhou para o meu coração machucado.

Eis que num belo dia alguém soube reconhecê-las. Em meio a tantas ervas daninhas no caminho surgiu uma flor. Alguém que me conhecia, que viu a minha histórias, os meus fracassos e desenganos, minhas inúmeras tentativas de fazer as coisas darem certo e soube me reconhecer para além da “máscara do palhaço”. Soube respeitar minhas feridas e me apresentou uma nova perspectiva de encarar a vida. Depois de tanto tempo eu finalmente voltei a acreditar que o final poderia ser diferente.

Ao contar isso a um antigo amigo ele me disse “É furada”, suas palavras me desencorajam por uns instantes, mas logo me recompus. Para ele, eu não havia aprendido nada. Até hesitei, confesso, pensei em lhe dar razão, mas pera lá, por que é ele quem está certo? Eu sou muito mais do que alguns erros que, diga-se de passagem, serviram para a minha aprendizagem. Foi então que finalmente eu pude assumir as rédeas da minha vida confiando plenamente nas minhas orações, enquanto alguns julgam a minha história outros tentam conhecê-la. Enquanto alguns apontam o dedo, outros estendem a mão. Eu me sentia forte, corajosa e confiante que Deus tem um plano para a minha vida e embora os barulhos do mundo tentem me confundir eu sei o caminho que devo seguir. A partir desse dia eu decidi que ninguém mais falaria por mim. Mesmo que as pessoas insistam em olhar para os meus fracassos – talvez elas não saibam o quanto isto me afeta – eu vou sempre olhar para as minhas vitórias, porque mais do que ninguém eu as conheço, sei que existem e são muitas, e sei o quão forte eu fui para conquistá-las! A partir desse dia, ainda, eu descobri que amigos são bons, mas o amor próprio e o autoconhecimento são incríveis e poderosíssimos, e a cada dia é uma nova descoberta que me renova e me impulsiona, se reinventar é maravilhoso, se amar e se conhecer é melhor ainda.

Escrito por: Mariane Gobbi