sábado, 20 de abril de 2019

Dia de silêncio


O silêncio toma conta da terra!
A Vida está no leito da morte!

Mas ao longe, no tempo, já se ouve o ribombar do trovão, que se torna cada vez mais forte e irá eclodir em toda a terra, em toda a humanidade, com toda a sua força, tomando conta de tudo e de todos, proclamando que a morte foi vencida e que a Vida é Vida para sempre!

Aqueles que acreditam, confiam e esperam, sabem bem que não há leito de morte que possa conter a Vida, e por isso, aguardam serenamente o grito da alegria, que vindo de dentro da terra inundará todo o Universo, e transformará o homem velho, criando o homem novo.

Esta é uma espera de mudança, aquela que nos vai transformando por dentro, para nos dar uma vida nova, a vida onde pulsa o amor.

Hoje sou assim, uma espécie de túmulo na rocha do meu coração, (tapado tantas vezes por uma pedra intransponível), onde o Corpo de Jesus repousa, coração que o Corpo de Jesus visita, para que ternamente, pacientemente, o vá modificando, vá amaciando a rocha, para por fim arredar a pedra da entrada e deixar-me ouvir a minha voz dizendo: Sou Teu, Senhor! Quero ser apenas Teu, Senhor, para sempre!

De mansinho acalmo-me, deixo que Ele faça o que tem a fazer, em mim e em todos, na certeza inabalável que esta madrugada Ele será a Vida, que me/nos dará a Vida Nova.

A “brecha no tempo mortal” que Ele vai abrir, nunca mais se fechará, e essa é a nossa Fé, a nossa Esperança!

Glória e louvor a Ti, Senhor, pelos séculos sem fim!

Joaquim Mexia Alves

sábado, 9 de fevereiro de 2019

10 surpresas da Adoração ao Senhor

Acredite: você vai se apaixonar ainda mais por Jesus  na Eucaristia!

A Eucaristia é descrita no Catecismo como a “fonte e ápice” da nossa fé. Encontrar o tempo para ir a Adoração pode ser difícil. 
Mas se você conseguir fazer isso acontecer, comprometer-se a ir à  Adoração regularmente, com coração aberto, podem acontecer alguns resultados surpreendentes.
Enquanto eles estavam comendo, Ele tomou o pão, e depois de uma bênção Ele partiu o pão, e entregou a eles e dizendo: “Pegue-o; Este é o meu corpo.
 “E quando Ele tomou o vinho e deu graças, Ele deu a eles, e todos beberam disso. E disse-lhes: 
Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. (Marca 14: 22-24)
Na cultura de hoje, a ideia de progresso interior é drasticamente subestimada; muitas vezes é considerado um desperdício de tempo ou algo de nossos antepassados ​​ingênuos. 
Geralmente, apenas o progresso exterior e mais palpável vale a pena. A principal diferença entre os dois (material e espiritual) é que o progresso material permanece fora de você. 
Ele oferecerá certas sensações positivas, mas sempre colorido com um tipo de ocorrência passageira e inconsistente. 
Um progresso interior, por outro lado, significa que é você quem é mudado
O tempo que você gasta adoração pode surpreendê-lo de dez maneiras:

1. Você desenvolve a capacidade de admirar e se maravilhar.
Não há nada como a atmosfera de uma capela ou igreja tranquila, o cheiro de incenso e o esplendor da custódia para ajudá-lo a entender a verdade do que está acontecendo na Adoração. Estamos verdadeiramente diante de Jesus Cristo, Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. 
Quanto mais você afunda nesse silêncio na frente do Anfitrião, mais você perceberá que a única resposta é admiração e maravilha pela grandeza de nosso Deus.
Para tal é fundamental o silêncio, Deus está no silêncio e é afundando em silêncio adorador que podemos nos conhecer e conhecer a Deus. 
É preciso muita coragem, determinação interior e entrega para permanecer em silêncio diante de Deus e combater com Ele e diante dele todas as nossas imperfeições, mazelas e distrações. 
O verdadeiro louvor e adoração acontece no silêncio do coração, que deve ser ajudado pelo silêncio exterior, esse silêncio gera alegria verdadeira, que alimenta… muito diferente de euforia, que embora cause rompantes de emoção e choro, passa e não causa mudança interior efetiva.
Que diante do Senhor toda língua emudeça no Céu, na Terra e no Inferno.
 
2. Você experimenta a paz em outras áreas de sua vida
Jesus disse: “A paz esteja convosco” (João 14:27). 
A paz externa que podemos experimentar na Adoração (o silêncio e a quietude) atinge muito mais. Isso leva a uma paz interior que afeta todas as áreas de nossas vidas. 
Isso não significa que tudo em nossa vida seja perfeito e sem sofrimento, mas a paz de Cristo significa que sabemos que as tempestades da vida não podem nos abalar.
3. Você começa a olhar para o exterior
Jesus nos disse para “amar uns aos outros como eu vos amei”. (João 13:34) Passar o tempo na Adoração nos conecta com o mundo inteiro – afinal, estamos passando um tempo com o Criador de todas as coisas! 
Mais tempo louvando e adorando a Deus significa que você pode olhar além de suas próprias preocupações e ver as necessidades dos outros em sua vida e no mundo em que vivemos.
 
4. Você pode ficar entediado às vezes! Pasme!
É normal! E é hora de crescer!
Haverá momentos em que a Adoração pode ser qualquer coisa, exceto gloriosa. Você se distrai, sua mente começa a vagar, você pode ouvir alguém chorando ao seu lado. 
Talvez no início, a Adoração estava cheia de sentimentos maravilhosos, mas depois… não! Adoração regular é fazê-la um hábito, faz parte da rotina, o que pode levar deixá-la sem brilhos especiais… sim é verdade. 
Mas isso não desvaloriza ou tira a verdade do que é Adoração.
Nossa fé é mais do que sentimentos e Deus ainda estará trabalhando em você. 
Esta é a beleza da Encarnação – Deus se fez homem, entrando em todos os nossos estresses, medos, problemas – e sim, também no tédio. Saiba que, mesmo que em uma hora passada na Adoração você se veja retornando a Ele a cada poucos minutos, quando sua mente vagueia, você ainda está dando a Deus o melhor presente que você pode – seu tempo e companhia.
E lembre-se, apesar dessa onda sentimental que permeia a vivência da fé hoje na Igreja, a fé católica não se baseia em sentimentos, em escutar Deus falando com você a todo tempo, em ver luzes, pessoas, anjos de luz ou a Santa Virgem (se é que são mesmo eles). 
A história dos santos e da Igreja mostram justamente o contrário, Deus realmente se cala muitas e muitas vezes, nos mostra as coisas mais por fatos da vida cotidiana que por sinais sobrenaturais e sim você pode ir para a Adoração e sentir sensações agradáveis como pode – e vai acontecer muitas vezes – não sentir nada
E está tudo bem, basta perseverar, deixar de acreditar em sensibilidades bestas e ter fé, não somos uma religião que visa o bem estar sensível, sinto muito, mas é verdade. 
O justo vive pela fénão precisamos de sinais, de prodígios, de arrebatamentos, de visões e sinais sobrenaturais para amar e adorar a Deus.Fé que precisa de tal coisa não e fé. 
E não acredite em todo mundo que diz ver e escutar coisas, leia mais a vida dos santos e perceba que a ação de Deus possui alguns sinais, alguns trajetos que muitas pessoas em seus rompantes, baseados em pensamentos que não vem da fé católica, se esquecem ou simplesmente ignoram pois nunca leram a vida completa de um santo que seja.
Portanto, vamos amadurecer na fé! Pois todos que se baseiam em sensibilidades, em sentir um quentinho no coração, acabam por abandonar a barca de Pedro em algum momento, quando não sentem mais nada e passam buscar em outros lugares, como alguém viciado em sensações. 
Se sua alma esta assim, sugiro que peça a Deus a cura para esse mal tão escravizante.
5. Você se anima para Adorar
 Quanto mais tempo você gasta na Adoração, descobrindo que Deus é um Deus que o ama e quer passar o tempo com você, mais você começa a desejar realmente ir adorar e ficar com Ele. 
Se a Adoração já tornou uma tarefa cotidiano para você, você pode se ver empolgado para ir! 
A adoração é aditiva, não apenas por causa das coisas que podemos ganhar para nós mesmos, mas porque fomos criados para adorar. 
Como dizemos na Missa, é “certo e justo” que devemos agradecer ao Senhor! 
A adoração está impressa em nossos corações e “nossos corações estão inquietos até encontrarem nosso descanso nele”! (Obrigado, Santo Agostinho!)

6. A graça entra em sua vida
 É incrível como um simples e curto período de Adoração regular faz uma diferença tão grande para o resto de sua vida. 
Você pode levar esse momento de estar em Sua presença com você muito depois de ter deixado a igreja ou a capela. 
Sua graça o sustenta em todos os momentos, especialmente nos momentos de tentação. 
A tentação torna-se mais fácil de resistir quando você está gastando mais tempo na Adoração.
7. Você percebe o quanto é afortunado
 Se é tão simples para você entrar no carro e dirigir para Adoração na igreja, ou mesmo caminhar até a capela nas proximidades, você é afortunado e percebe isso. 
Há aqueles que gostariam de passar mais tempo com Jesus na Adoração, mas que são estão doentes ou ocupados. 
Depois, há pessoas ao redor do mundo que realmente arriscam suas vidas pela Eucaristia, em lugares onde são perseguidos por sua fé. 
Quando você se lembra daqueles que caminham por horas ou dias em situações perigosas para estarem presentes com Jesus, você percebe como é um presente poder orar abertamente, para não mencionar ter um sacerdote para ministrar os sacramentos. 
Gostando ou não dele, ele é um sacerdote e deve ser amado, afinal graças as mãos ungidas dele temos a Santíssima Eucaristia.

8. Você percebe que Deus tem senso de humor (e muito!)
Quanto mais você puder sentar e deixar Deus falar com você (em vez de gastar todo o seu tempo preenchendo o silêncio com a conversa com Ele ou músicas fortes ou ministrações ou falatórios ou barulho), você descobrirá que Deus tem um enorme senso de humor. 
Ele gosta de uma piada ou duas, e às vezes esses momentos são divertidos o bastante para fazer você querer rir alto.
 
Lembrando que isso não é uma vivência mística, estou batendo muito nesse ponto, pois tem pessoas querendo vanglória em coisas corriqueiras da vida de oração, basta se atentar ao que Deus faz, nos sinais da vida cotidiana e simples que Ele dá, pra cair de rir com o humor Dele ao nos guiar.  
E isso fica claro quando se tem uma vida de oração. 
Isso não é mistica sobrenatural, é vivência normal de quem se relacionada com Jesus ou se esforça. 
Pois Ele é Pai e nos orienta quando nos propomos a escutá-lo, Portanto, isso não é ver coisas, não é vê-lo literalmente contar piadas ou ainda uma locução interior, que muitos dizem que tem mais esta mais para uma atenção renovada sobre as coisas da vida, os acontecimentos e os chamados de Deus pela consciência, do que para locução interior.
Portanto, menos meu povo, mais humildade e menos fascínio em eventos sobrenaturais e visões. 
Como ensina São João da Cruz, que era místico de verdade, a alma que quer se unir a Deus deve buscar, nada, nada e mais nada em relação a benefícios e visões sobrenaturais. 
O mesmo diz Santa Teresa D’avilla que a alma que busca muito desses benefícios acaba árida. 
E ainda vale a observação de que verdadeiros místicos não saem por aí contando suas experiências, muito menos no microfone, eles são encaminhados para um bispo ou no mínimo um sacerdote por essas mesmas visões ou revelações e assim como ensinam os santos se isso não acontece pode ser muito bem ação de Satanás.
Portanto, vamos seguir os conselhos dos santos que pelo caminho rumo a Deus passaram antes de nós e se deram ao trabalho de nos deixar setas e não buscar sensibilidades, mas unicamente ver a Deus nas coisas corriqueiras e cotidianas, quer um milagre mais grandioso que esse? 
Essa é a forma de espiritualidade mais elevada que podemos almejar.

9. Você terá desejo de se confessar mais!
Isso pode parecer assustador, mas não é. 
A confissão nos permite experimentar o poderoso oceano ilimitado que é a piedade de Deus. Sua misericórdia engole todos os nossos pecados e nos dá um verdadeiro tipo de liberdade, uma liberdade sem medo, o que nos permite dar um salto ao Seu amor e bondade, com todos os seus planos perfeitos para a nossa vida. 
Ir à Confissão reforça o conhecimento de que estamos pulando nos braços de um pai que nos ama muito e “nunca se cansa de nos perdoar”. (Papa Francisco).
Quando mais nos aproximamos de Deus mais consciência de nós mesmos temos.

10. Você se apaixona
Nas pinturas antigas a alma sempre era representada pela mulher e Deus pelo homem. Seu encontro  nas pinturas era o encontro da alma com o Criador.
Quando você passa mais tempo com um coração aberto na Adoração e simplesmente deixa Cristo te amar, então você também se apaixonará. 
Esse amor irá definir você e permitir que você seja você mesmo.
“Eu vim para que tenham vida, vida em toda a sua plenitude” (João 10:10).
A Adoração verdadeira transforma tudo interiormente e externamente.
Essa deverá ser nosso norte para observar a adoração que fazemos, será ela realmente adoração, nos transforma, muda? 
Como água em vinho no silêncio do líquido que passou de um barril para outro?

(via Salus in Caritate) Aletéia

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Coisas que você não deve fazer na Missa e talvez não saiba


Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja



  1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia e shorts);
  3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá, feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
  4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo, faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de necessidade e por questão de saúde;
  6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu corpo deve expressar a sua devoção;
  7. A mesma pessoa não deve fazer a Leitura e o Salmo. Se você vir um só leitor ou leitora, ofereça-se para ler, pois as Leituras e o Salmo devem ser proclamados por leitores diferentes (dois no meio da semana e três aos domingos ou dias festivos, quando há a Segunda Leitura);
  8. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
  9. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”. Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém cantar, omita-o, mas nunca o recite;
  10. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
  11. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda “sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
  12. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e o vinho e purifica as mãos;
  13. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
  14. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
  15. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com Cristo, que se faz presente no altar;
  16. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Tem gente que, durante a Consagração, diz em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está fazendo uma oração pessoal em silêncio;
  17. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso é quem preside a Missa;
  18. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar alguém ou dar pêsames;
  19. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter pecado grave;
  20. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
  21. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
  22. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
  23. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicando a atenção Dele a você;
  24. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na Missa;
  25. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção fina, através da qual o padre o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar no mundo o Seu Reino de amor.

Artigo originalmente publicado por Desde la fe, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Meu jugo é suave e o meu fardo é leve


Hoje; Jesus leva-nos a repousar em Deus. Ele, certamente, é um Pai exigente, porque nos ama e nos convida a dar-lhe tudo, não é um verdugo. 
Quando nos exige alguma coisa é para nos fazer crescer no seu amor. 
O único mandamento é o de amar. Pode-se sofrer por amor, mas também nos podemos alegrar e descansar por amor...

A docilidade de Deus libera e enaltece o coração. 
Por isso Jesus, convida-nos a renunciar a nós mesmos para tomarmos a nossa cruz e segui-lo, diz-nos: «O meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11,30). 
Mesmo que por vezes nos custe obedecer à vontade de Deus, cumpri-la com amor acaba por nos encher de gozo: «Dirige-me na senda dos teus mandamentos, porque nela está minha alegria» (Sal 119,35).

Gostava de vos contar uma coisa. 
Por vezes, quando depois de um dia bastante esgotante, me vou deitar, percebo uma ligeira sensação dentro de mim que me diz:
 —Não entrarias um momento na capela para me fazeres companhia? 
Após uns instantes de desconcerto e resistência, termino por consentir e passar uns momentos com Jesus. 
Depois vou dormir em paz e tão contente, no dia seguinte não acordo mais cansado que de costume.

Não obstante, por vezes sucede-me o contrário. 
Perante um problema grave que me preocupa, penso: 
—Esta noite, durante uma hora, na capela, rezarei para que se resolva. 
E ao dirigir-me para a dita capela, uma voz diz-me no fundo do meu coração: 
—Sabes? 
Conformava-me mais que te fosses deitar imediatamente e confiasses em mim; eu ocupo-me do teu problema. 
E recordando a minha feliz condição de “servidor inútil”, vou dormir em paz, abandonando tudo nas mãos do Senhor...

Com tudo isto quero dizer que a vontade de Deus está onde existe o máximo amor mas não forçosamente onde está o máximo sofrimento... 
Há mais amor em descansar, graças à confiança do que em nos angustiarmos pela inquietude!


P. Jacques PHILIPPE
(Cordes sur Ciel, França)

sábado, 14 de outubro de 2017

Orar é o caminho para atalhar todos os males


Rezar é o caminho para atalhar todos os males que padecemos.

A oração – recorda-o – não consiste em fazer discursos bonitos, frases grandiloquentes ou que consolem...

Oração é, às vezes, um olhar a uma imagem de Nosso Senhor ou de sua Mãe; 
outras, um pedido com palavras; outras, 
o oferecimento das boas obras, dos resultados da fidelidade...

Como o soldado que está de guarda, assim temos de estar nós à porta de Deus Nosso Senhor: 
e isso é oração. 
Ou como se deita o cãozinho aos pés do seu dono.

Não te importes de lhe dizer: Senhor, aqui me tens como um cão fiel; 
ou melhor, como um burrinho que não dá coices a quem lhe quer bem.

A tua oração não pode ficar em meras palavras: há-de ter realidades e consequências práticas.

A heroicidade, a santidade, a audácia requerem uma constante preparação espiritual. 
Darás sempre, aos outros, só aquilo que tiveres; 
e, para dares Deus, hás-de ter intimidade com Ele, viver a sua Vida, servi-Lo.

São Josemaría Escrivá

sábado, 26 de agosto de 2017

Felicidade e sofrimento


«Sempre fui considerada uma pessoa excessivamente exigente. Procurei exigir-me muito a mim mesmo, sobretudo desde que comecei a minha carreira profissional. 
Também procurei exigir àqueles que se encontravam à minha volta. Pensava que era essa a minha missão e pensava também — sem admitir outro tipo de raciocínios — que se os outros não conseguiam o mesmo êxito que eu era, simplesmente, porque não se esforçavam tanto».

São palavras de um homem de negócios numa entrevista concedida a uma rádio local. Mais ou menos assim, continuava ele o relato da sua vida:
 «Custava-me muito compreender que houvesse pessoas que não conseguiam trabalhar ao mesmo ritmo que eu. Tenho de reconhecer que, de algum modo, os maltratava e os desprezava por causa disso. 
E lá em casa — com a minha mulher e com os meus filhos — era exatamente a mesma coisa. 
Não admitia falhas de nenhum tipo. As coisas eram para serem feitas custasse o que custasse. 
O resto eram simples justificações de gente preguiçosa».

«Até que um dia fiquei doente. Uma doença inesperada e totalmente imprevista. 
E tudo mudou da noite para o dia. Senti-me como um pneu a esvaziar. 
Comecei a perceber que a vida não era tão simples como eu havia pensado até então. Dei-me conta de que os outros também sofriam. 
Compreendi que não reparar nessa dor era uma atitude inumana. Assim tinha vivido eu durante tantos anos».

«Antes de ficar doente, eu era exageradamente irascível: tudo me irritava e tudo me fazia ferver em pouca água. Agora, pelo contrário, tornei-me muito mais sereno e compreensivo. 

O sofrimento temperou-me o carácter. Fez-me compreender que há pessoas neste mundo — à nossa volta — que sofrem muito. 

Há pessoas que vivem com muitas dificuldades — talvez, em parte, por culpa nossa. 
Cada um de nós devia aprender a deter-se diante do sofrimento dos outros e fazer o possível por remediá-lo».

«Às vezes, só é possível consolar. Isso não é pouco, nem muito menos algo inútil. 

Aprendi que, com o simples fluir de palavras que infundem esperança, já se alivia muito o coração de quem sofre. 
Quantas pessoas necessitadas de compreensão e de consolo neste mundo! 
Quanta pobreza espiritual! — tantas vezes maior e mais envergonhada que a pobreza material».

É um relato de vida que faz pensar. 

Como é diferente o modo como as pessoas encaram os sofrimentos nesta vida: a umas, ele parece que as torna mais humanas; 
a outras, pelo contrário, faz-lhes perder a esperança e a alegria de viver. 
A uns, cura-os da tendência para o egoísmo que todos temos dentro. 
A outros, pelo contrário, enche-os de cepticismo e de amargura.

É impossível viver nesta Terra sem algum tipo de sofrimento. Por isso, podemos e devemos ser felizes apesar dessa presença constante que nos acompanhará durante todo o nosso caminho — de um modo especial nos últimos momentos. 
Para que isso seja possível, um cristão sabe que deve olhar para Jesus pregado na Cruz. 
À primeira vista — disse Bento XVI aos jovens — a Cruz parece ser a negação da vida. 
Na realidade, é exatamente o contrário! 

Ela é o «sim» de Deus ao homem. 
Ela é a expressão máxima do Seu Amor por nós. 
Ela é a única nascente da qual brota a vida eterna.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Jesus Caminho, Verdade e Vida



Porque Ele está conosco,

Enquanto o tempo é tempo,
Ninguém espere, para O encontrar,
O fim dos dias...
Abrindo os olhos,
Busquemos o seu rosto e a sua imagem.
Busquemo-l’O na vida, sempre oculto
No íntimo do mundo, como um fogo.



Porque Ele está conosco
Nesta hora de violência,
Pensemos que Ele vive, fala e sente
Em quem padece.
Alerta, ó almas!
Volvamos para Ele os nossos passos.
Sigamos os seus gestos com que acena
Aos homens, sobre a cruz das grandes dores.



Porque Ele está connosco
Nos dias de fraqueza,
Ninguém espere conservar o alento
Sem O chamar...
De mãos ao alto,
Gritemos para Ele a nossa angústia.
Prostremo-nos, orando, aos pés d’Aquele
Que apaga em nós as manchas do pecado.



Porque Ele está connosco,
Tal como na manhã
De Páscoa, não faltemos ao banquete
Do sangue derramado,
Comamos do seu pão,
Bebamos do seu cálice divino,
Sinal do seu amor até ao fim!


(Do site Spdeus)